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Notícias da Fenae

05.07.2018
Bancários realizam protestos contra privatização de empresas públicas

Bancários de todo o Brasil se uniram a diversas outras categorias no Dia de Luta em Defesa das Empresas Públicas e da Soberania Nacional, nesta quinta-feira (5). A data foi definida pelo Comando Nacional dos Bancários em reunião realizada no dia 28 de junho.

Além dos bancários, trabalhadores de empresas públicas nacionais, estaduais e municipais, petroleiros, eletricitários, urbanitários, metroviários, funcionários dos Correios mostraram à população como as empresas estatais estão ameaçadas de privatização pelo governo golpista de Temer e outros governantes que defendem a mesma cartilha neoliberal de estado mínimo para a população e lucros máximos para o capital privado.

"Conseguimos uma liminar que é uma medida provisória para barrar as privatizações. O que realmente garante a defesa das estatais e dos bancos públicos é a luta e o esclarecimento da população para fazer a defesa do patrimônio nacional. Todos precisam saber a importância dessas estatais para a sociedade e as consequências ruins caso sejam privatizadas", afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) Juvandia Moreira.

Dionísio Reis, coordenador da a Comissão Executiva de Empregados da Caixa Econômica Federal (CEE/Caixa), lamentou que as empresas públicas estejam sendo vendidas a preço de banana. “As empresas públicas atuam em áreas estratégicas e só por meio delas há investimento para o desenvolvimento do país”, enfatiza.

A Caixa tem sofrido constantes tentativas de entrega das suas operações. A última delas seria realizada nesta quarta-feira (4), quando o governo Federal pretendia entregar as operações das loterias para empresas estrangeiras. Mas o leilão foi cancelado.

Somente em 2016, os jogos operados exclusivamente pela Caixa arrecadaram R$ 12,9 bilhões, dos quais R$ 4,8 bi foram transferidos para programas sociais. Desse total, 45,4% foram destinados para a seguridade social, 19% para o Fies, 19,6 % para o esporte nacional, 8,1% para o Fundo Penitenciário Nacional, 7,5% para o Fundo Nacional de Cultura e 0,4% para o Fundo Nacional de Saúde.

Para Sérgio Takemoto, vice-presidente da Fenae e empregado da Caixa, as empresas públicas estão sofrendo o maior ataque dos últimos anos. “Nós voltamos à década de 1990, quando as empresas estatais eram tidas como as vilãs. O ataque está sendo muito mais forte, mas, além do ataque do governo, há também um ataque do sistema judiciário. Esse dia para fazer a defesa das empresas públicas é muito importante para mostrar à população quão nefasta é essa política de acabar com as empresas públicas”.

Nos atos, realizados em todo o pais, foram denunciados os ataques que estão sofrendo as empresas públicas e os prejuízos que a privatização pode trazer para a sociedade
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